quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

The Butcher



O Açougueiro
The Butcher - Chefe do Primeiro Ato Diablo III


Vitimando os mais bravos aventureiros,
Que entravam nas profundezas,
Dos confins dos mosteiros
e o sangue da realeza.

Decapitados por curiosidade
Ou sentimento de aventura,
Vitimas das inimagináveis atrocidades,
Do sofrimento e amargura.

Munido de ódio e disciplina,
Partiu nosso excêntrico guerreiro,
após a colina um novo episódio,
Matar o Açougueiro.

Com cutelos enferrujados,
Cercado de anjos caídos,
Entre corpos desmembrados,
E sob um gradeado em chamas,

Flechas embebidas em magia fora lançando.
Um rastro de sangue a cada novo paradeiro.
A carne gorda e demoníaca, penetrando
E foi assim o fim do demônio Açougueiro.


 Saulo Rodrigo Mazagão

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Violência Virtual



Violência Virtual: Do privado vazado ao público...

Bem ultimamente tem me chamado bastante atenção essa questão das violências virtuais, dos cyber bullying e essas vinganças de termino de relacionamento, onde uma das partes, que (na maioria dos casos homens  divulgam imagem intimas com as parceiras) mas claro não se identificando , apenas a mulher.

Como nossa sociedade é uma bosta, hipócrita e patriarcal, já sabemos quem é a ruim da historia, a mulher, a vadia, a piranha, a vagabunda... Na hora de acusar todo mundo é santo, ou fundamentalista moral, passa exemplo digno a ser seguido, e as hipocrisias vão ao nível do delírio. Até por que transar é algo anormal, muito provavelmente a mãe de que julga, nunca transou. (pessoas que não compreendem ironia não vão entender isso), quem julga esse tipo de comportamento nunca visitou pornografia na internet? 



Um fato estranho que acho que apenas a mulher, é julgada, ela confia no cara, vai lá, filma, eles curtem transar e ver, ou ver depois pra transar, vai saber o fetiche do casal, ai vem todo mundo e critica, sendo que a quebra do caráter, é de quem tornou algo privado, publico, e assim a punição deveria ser para o contraventor e não para a vitima, que já esta “vitimizada” e fragilizada com o peso dos insultos do meio social, perseguição da pessoa como se fosse um objeto, os que perseguem esquecem que vieram de uma mãe, ou possuem irmãs, e por que não são até mulheres, que por reprimir ou sentir inveja da ousada performance, caem de insultos em cima.

E agora programas que avaliam desempenho sexual, de pessoas, como se fosse uma escolha de carros, o que eu acho mais bizarro disso, é que tem gente que acredita, como um programa, pode medir o que só o ser humano sente?

O simples ato de relacionar e o prazer sexual, que são elementos que cada pessoa constrói ao seu modo de viver, ou seja, subjetivos, que diz de um ser, que pode sentir prazer ou desprazer, com uma pratica em si, pode ser simplesmente taxado, avaliado , oferecido e vendido como um produto?
  
http://www.youtube.com/watch?v=9V8l-bZp46o

Despeço-me aqui com um Video do PC Siqueira, que achei interessante do ponto dele e tenho que concordar o fato das imagens individuais e trocadas são fantásticas.


Estou desanimado com a humanidade...

Saulo R. Mazagão 






segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Lua Cheia


Venha esta noite,
Na clareira da floresta,
fogo, a mágica e a lenha,
e as criaturas em noite de festa.

☽❍☾

Lua, sob o manto que lhe veste,
Pura,doce e materna,
Energia celeste
Grande Mãe Eterna

☽❍☾

Traga-me sua magia,
Brilho sagrado da noite,
Esperado durante o dia,
Revelado seja,

☽❍☾

A Lua clara e calma,
Sol da noite,
Do Viajante da alma,
Surpreendido pelo arrebol.


google - imagens
 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Devaneios Noturnos

google - Imagens
Cada gesto,
Por minúsculo que seja,
Há um sentido,
Vem à pergunta,
Qual motivo ter nascido?
Por que não há nada concreto,
O sorriso pervertido,
Meio ao olhar discreto,
Lá estava eu novamente,
Em um mundo perdido.



Saulo R. Mazagão

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

SIMPLICIDADE :Um delírio de Freud à Karnak.



Sabemos hoje com todas as facilidades do dia-a-dia, rapidez em informações e outras cosias que de certo surgiram para suprir as demandas de vazio do homem moderno, penso sobre o paralelo sobre uma entrevista que li, com Freud ( Neurologista e Pai da Psicanálise, que tem contribuições inestimáveis com a psicologia) e sobre uma música bem simples, de melodia suave, da banda Karnak.
           
            Penso que certas correntes da nossa linguagem, sempre atuais, contextualizadas, por que nosso campo de linguagem é vivificado, esta sempre em mudanças não se estagnando.
O que venho propor, é uma leve reflexão sobre os pontos em comum da entrevista e na música, em uma palavra, definiria de SIMPLICIDADE, que concordamos que é diferente  de FACILIDADE ou COMODIDADE.

É fácil dirigir meu automóvel para ir ao centro da cidade fazer compras. Acho que todo mundo concorda com isso, não há mistério nenhum nisso, há? É muito mais cômodo ir de carro, que caminhando.Mas não é simples, tenho que saber dirigir, ter paciência com as pessoas do transito, pedestres mal educados, motociclistas oportunistas que furam o transito em todos os sentidos, cachorro atravessando na nossa frente, o transito da minha cidade é caótico, apesar de ter apenas 45 mil habitantes.
 
            Se fosse caminhando, poderia prestar atenção em outros detalhes, ricos detalhes eu diria, poderia sentir o perfume das flores, ou de alguém que passasse por mim, embora não tenho a  mínima idéia de quem seja essa pessoa, poderia ver uma pessoa conhecida que a muito tempo não a via, ver o encantamento de pais conversando com seus filhos, pessoas sorrindo e chorando, ver cachorro dormindo debaixo de uma árvores... Obviamente, cada um de vocês caros leitores tem experiências do que seriam essas coisas simples, que também são subjetivas e correlacionadas com suas experiências de vida.
 
            Vou exibir apenas alguns trechos da entrevista com Freud, para que não dê um vasto pergaminho, quem tiver curiosidade poderá ler na integra no site: http://www.tirodeletra.com.br/entrevistas/SigmundFreud.htm

FREUD e seu Cachorro - Google
 
 
Fragmentos: Freud e a entrevista de George Sylvester Viereck

George Sylvester Viereck: - Às vezes eu penso - disse eu - se nós não seríamos mais felizes se conhecêssemos menos o processo que forma os nossos pensamentos e emoções. A psicanálise tira o encantamento da vida, quando segue a pista de cada um dos sentimentos até os seus complexos básicos. Não ficamos mais felizes ao descobrir nosso lado selvagem, criminoso e animal. 

FREUD: -O que o senhor tem contra os animais? - respondeu Freud - A comunidade animal é infinitamente melhor do que a humana:'

George Sylvester Viereck - Porquê?


FREUD: - Porque os animais são muito mais simples. Eles não sofrem de personalidade dividida ou desintegração do ego, problemas que surgem da tentativa do homem de se adaptar a padrões de civilização que são sofisticados demais para o seu mecanismo intelectual e psíquico. O selvagem, assim como o animal, é cruel, mas ele não tem a maldade do homem civilizado. A maldade é a vingança do homem contra a sociedade pelas restrições impostas a ele. É essa vingança que dá vida ao reformista profissional e às pessoas intrometidas. O selvagem pode cortar a sua cabeça, comê-lo, torturá-lo. mas ele vai poupá-lo das pequenas provocações que, às vezes, tornam a vida em uma comunidade civilizada quase intolerável. Os hábitos e as idiossincrasias mais desagradáveis do homem, como a trapaça, a covardia e a falta de respeito, são produzidos pela sua adaptação incompleta a uma civilização complicada. É o resultado do conflito entre os nossos instintos e a nossa cultura. As emoções intensas, diretas e simples de um cachorro, ao abanar o rabo ou latir quando é contrariado, são muito mais agradáveis! As emoções de um cachorro - acrescentou Freud pensativo - me fazem lembrar um dos heróis da antiguidade. Talvez seja por isso que nós inconscientemente damos aos cães nomes de heróis da antiguidade como Aquiles ou Heitor.

- O fato do seu nome ser lembrado não significa nada para o senhor?
Absolutamente nada, mesmo que ele seja realmente lembrado, o que não é certo. Eu estou mais interessado no destino dos meus filhos. Espero que a vida deles não seja tão dificil. Não posso torná-las muito mais fácil. A guerra praticamente acabou com a minha modesta fortuna, as economias de uma vida inteira. Entretanto, felizmente, a idade não pesa tanto para mim. Eu ainda sou capaz de seguir em frente! Meu trabalho ainda me dá prazer.

Nós andávamos por um caminho do jardim da casa. Com as mãos sensíveis, Freud acariciou um arbusto que florescia. 

FREUD: - Estou muito mais interessado nestas flores do que no que possa acontecer comigo depois que eu morrer. 

George Sylvester Viereck :- Então, no fundo, o senhor é um pessimista?

FREUD: - Não, não sou. Só que eu não permito que nenhuma reflexão filosófica me tire a alegria das coisas simples da vida.


George Sylvester Viereck :Freud precisa dizer a verdade a todo custo! Não consegue se forçar a lisonjear os Estados Unidos, onde tem a maioria dos seus admiradores. Não consegue, mesmo estando em desvantagem, fazer as pazes com a profissão médica, que até hoje o aceita com grande relutância. Apesar da sua integridade inflexível, Freud é muito cortês. Ele ouve qualquer sugestão com paciência, sem jamais tentar intimidar o entrevistador. É raro um convidado partir sem algum presente, uma lembrança da sua hospitalidade! A noite chegara. Estava na hora de pegar o trem de volta para a cidade que um dia abrigara o esplendor imperial dos Habsburgos. Freud, acompanhado pela esposa e pela filha, subiu a escada que ligava o seu retiro nas montanhas à rua, para se despedir de mim. Ele me pareceu triste e sombrio, quando acenou para mim. 

FREUD: -Não me faça parecer um pessimista - comentou depois do último aperto de mão - Eu não desprezo o mundo. Expressar insatisfação para com o mundo é só uma outra maneira de cortejá-lo, para conseguir platéia e aplausos! Eu não sou um pessimista, não enquanto tiver meus filhos, minha mulher e minhas flores! As flores - acrescentou ele sorrindo - felizmente não têm personalidade ou complexidades. Adoro as minhas flores. E não sou infeliz - pelo menos, não mais do que outras pessoas.




JUVENAR – BANDA KARNAK
 Endereço de pesquisa: http://letras.terra.com.br/karnak/183194/

Tá frio aqui
Tá muito poluido
Eu tô triste eu tô borrecido


Tá feio aqui
Tá muita poluição
Tá fedido
Fumaça de caminhão


Eu tô cansado da cidade
Eu quero ir pro mato
tem de tudo lá
porco galinha pato
tem carroça
tem cachorro
tem carro de boi
correguinho sempre tem


Juvenar Juvenar
Vem tirar o leite
São 6 horas da manhã
Juvenar Juvenar Juvenar Juvenar


You who are part of Karnak
Who fear the engine fumes
Which smells you may love
Should comprehend that the best things in life
Are health, food and love
You have to come to terms with yourself
For that, it doesn't matter where you are
You can be in a cardboard box under that bridge
Or in a palace in Madagascar
You can be in a faraway planet
Or inside this truck's coach-box, in any part
It's cold, it's stormy, it's raining
Much sadder is the rain inside our hearts


(tradução)

Vocês que fazem parte do Karnak
que temem a fumaça do motor
percebam que o melhor da vida
é saúde é comida é amor
você tem que estar bem consigo mesmo
prá isso não importa o lugar
pode ser até debaixo desta ponte
ou num palácio lindo em Madagascar
pode ser num planeta bem distante
ou na boleia deste caminhão
tá frio tá tempestade tá chovendo
muito mais triste é a chuva do nosso coração



JUVENAR




            Mas embora cada um tenha suas história, mas parto do pressuposto que coisas SIMPLES, são por dizer sem complicações, que não acarretam custos, onde hoje há esse imperativo social de que tudo há um preço, isso não se aplica a nossa simplicidade em questão, onde há uma negação do ser sujeito, deixando de viver as experiências simples, e seus sentimentos, por um consumismo desenfreado e vazio.
 
Um bom fim de semana, simples.

 
Saulo Rodrigo Mazagão

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Nova Tristram



Entre poeira e estilhaços de pedra,
Entre povos e terras distantes,
Cercado de uma vida corriqueira,
Até a queda da estrela brilhante,

Perdido entre florestas e penhascos,
Finalmente cheguei em Nova Tristram.
A morte era intensa, mas não gerava asco,
Gerava ódio e disciplina em minha mente,

Aqui estou caçador de demônios,
Aura negra da noite que veio para caçar 
As pessoas me olham com um certo temor,
Mas criaturas do mal, irei do povoado libertar.

Por onde passo, morte e um legado,
Conquistar, não pelo ouro, mas pela glória.
Esperança para essa terra, com a morte de Diablo.
Escrito em sangue nas páginas desta macabra história.




sábado, 26 de outubro de 2013

Sábado Cotidiano



Se faz tanto nesse dia,
google imagens
dorme-se muito,
e o necessário,
Tomar café,
fazer as coisas em casa,
serviços domésticos,
ouvir música enquanto se lava roupas,
coisas que nunca acabam,
Passear com a cadela,
Cultivar plantas,
ler, pensar,respirar,
Sentir o calor da vida,
em cosias simples,
Vicissitudes do viver,
resquício do cotidiano,
Planejar um encontro,
Amar!
O melhor dia do semanal,
Sábado,
Quebrando a lógica do banal.

Saulo R.Mazagão

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Perto de você




Perto de você é a distância perfeita,
Que destino remar todos os dias,
Onde o aconchego do abraço, se ajeita,
Onde sinto seu coração pulsar.

Perto de você, é destino de olhares,
Como flechas disparadas em alvos,
Fogueando em essência de desejares,
Despertar da noite em vermelho alvorada.

Perto de você é, é lugar perfeito,
 Tocar das mãos, beijar no nariz,
Não tem outro jeito,
Perto de você, me encontro um outro eu, feliz.

Saulo Rodrigo Mazagão

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